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China se prepara para ser a ‘número 1’ da indústria automobilística

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Expectativa da indústria chinesa é vender 11 milhões de veículos em 2009. Se o resultado se confirmar, Xangai ganhará o título de 'a nova Detroit'.

 

Fonte: G1

Imagine uma metrópole próspera e rica, de prédios suntuosos e grandes shoppings, iluminada por letreiros multicoloridos e que abriga a base da indústria de seu país, em especial, a automobilística. Se pensou em Detroit ou em qualquer outra grande cidade norte-americana, errou até o continente. Trata-se de Xangai, o maior centro econômico e comercial da China. A megalópole incorpora em cada esquina a obsessão chinesa – cada dia mais real – de se tornar a principal potência mundial: já neste ano a cidade deverá ganhar o título de “a nova Detroit”. Isso porque a expectativa da China é vender 11 milhões de veículos em 2009, enquanto os Estados Unidos não deverão passar das 10 milhões de unidades.

De acordo com a Associação de Fabricantes de Veículos da China (CAAM, sigla em inglês), em 2008 foram licenciados no país 9,38 milhões de veículos. O salto nas vendas em meio a uma crise mundial só é possível, segundo a entidade, graças às medidas do governo chinês para estimular o consumo.

China02.jpgMesmo assim, é o mercado que mais cresce no mundo, o que não é de se estranhar ao levar em conta a população de mais de 1,3 bilhão de pessoas. O país possui 48 montadoras de origem chinesa e, boa parte, pertence ao governo chinês. Se for contar as joint ventures formadas com empresas estrangeiras, o volume duplica.

“A transferência da hegemonia norte-americana para o sul da Ásia é nítida. A impressão que temos é de que a China tem estrutura econômica suficiente para manter o crescimento econômico, mesmo na fase de crise”, diz a professora do departamento de planejamento e análise econômica da escola de administração de empresas da FGV, Celina Ramalho. Segundo ela, daqui a quatro anos a China terá produtos no padrão do mercado automobilístico ocidental. 

Exemplos disso são os números anunciados nesta quinta-feira (16) pelo Bureau Nacional de Estatísticas de que o Produto Interno Bruto da China registrou crescimento de 7,9% no segundo trimestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano anterior, após avançar 6,1% nos primeiros três meses do ano. Já a produção industrial avançou 9,1% em ritmo anual no segundo trimestre de 2009, após subir 5,1% nos primeiros três meses do ano. Em junho, a produção cresceu 10,7% em ritmo anual.China03.jpg

Assim, a confirmação da superação da indústria automobilística nada mais é do que o dragão chinês mostrando os dentes ao mercado mundial. De acordo com o presidente da Câmara de Comércio Brasil e China (CCIBC), Charles Tang, o grande objetivo das montadoras é exportar. E as fábricas já preparam suas linhas para aumentar a capacidade de produção. “A China ganha competitividade pelo preço. Um Chery Tiggo com vidro elétrico e ar-condicionado sai na China pelo mesmo preço que um Fiat Mille sai no Brasil”, observa Tang.

Para Celina Ramalho, o país irá investir fortemente no mercado externo, quando os países se recuperarem da crise, ou seja, daqui dois anos, no mínimo. “Quando os mercados começarem a ter sua recuperação e for restabelecido efetivamente o padrão de consumo, os países do Bric (Brasil, Rússia, índia e China) retomam sua participação no mercado mundial. Nisso, a China tem vantagem por usar a estratégia japonesa de chão de fábrica, de melhoria contínua de produtos e produção”, avalia a economista da FGV.  

“China é uma coisa, Xangai é outra.” Assim o gerente de engenharia de manufatura da General Motors Shanghai, Osni Caniato, descreve a “capital econômica” chinesa. Com nove anos de trabalho na China no currículo, o brasileiro conta que a cidade é a que mais abriga estrangeiros, devido à concentração de multinacionais no local. Segundo ele, a cidade com 21 milhões de habitantes possui tudo o que uma metrópole de país de primeiro mundo pode oferecer.

O motivo da reforma urbanística de Xangai foi exatamente atrair investidores e empresas estrangeiras. Ao desenvolver sua indústria, a China optou por espalhar as sedes das empresas por todo o país, assim, caso houvesse um ataque em circunstâncias beligerantes, a economia do país não seria destruída facilmente. Por esse motivo, apesar de as sedes das principais montadoras chinesas estarem espalhadas pelo território – como ilustra o infográfico abaixo – elas mantêm subsidiárias ou escritórios em Xangai.

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