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Com as férias, não esqueça de revisar os pneus

     

ANIP orienta e dá dicas valiosas de como cuidar desse item indispensável dos veículos

 

Fonte: WN&P COMUNICAÇÃO

Apesar de importante durante todo o ano, a necessidade de revisão e troca periódica de pneus aumenta no período de férias, quando as viagens tornam-se mais freqüentes. Além da segurança de motorista e passageiros, pois esse é um item considerado indispensável para o conforto e dirigibilidade do veículo, a atitude também pode evitar imprevistos em relação à fiscalização de trânsito.

Para saber se uma troca é recomendável, é preciso medir o desgaste dos pneus. Segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), o limite de segurança é de 1,6 milímetros de profundidade dos sulcos. Abaixo dessa medida, o pneu já passa a ser considerado "careca". “E é bom lembrar que as  regras de trânsito, de acordo com a resolução do Contran 558/80, estabelecem que trafegar com pneus abaixo desse limite é ilegal e o veículo pode ser apreendido”, alerta o presidente da ANIP, Eugenio Deliberato.

Outro aspecto importante é que o uso de pneus abaixo do limite de segurança não implica em riscos apenas em pistas molhadas. O aumento da propensão de derrapagens laterais e do espaço necessário para frenagem ocorre mesmo em pista seca. Os riscos se acentuam na  pista molhada, onde o pneu “careca” provoca a falta de drenagem adequada de água, causando grande instabilidade. Também crescem as chances de estouros quando os pneus estão fora das condições necessárias.

As revendoras são as opções mais convenientes para a troca dos pneus, pois contam com profissionais treinados para avaliar os modelos mais adequados ao tipo de veículo e condutores. Além disso, a maioria das revendas encaminha os pneus trocados para a Reciclanip, que se encarrega da destinação correta do pneu inservível, evitando que sejam jogados na natureza.

 

Manutenção

Após a troca dos pneus, a manutenção do veículo em geral e a vistoria periódica ajudam a evitar dores de cabeça. Para facilitar essa análise, os pneus vêm com ressaltos na base dos sulcos para indicar o limite de segurança sem o uso de um medidor. Vários componentes mecânicos do veículo, como amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas agem diretamente sobre a vida útil dos pneus, podendo ocasionar desgastes prematuros e aumentar a insegurança.

O alinhamento de direção, por exemplo, deve ser feito a cada 10 mil quilômetros, mas esse período pode ser antecipado se o veículo sofrer impactos, após a troca de pneus ou quando esses produtos apresentarem desgastes irregulares, quando forem substituídos componentes da suspensão, ou mesmo se estiver “puxando” para um dos lados.

O desbalanceamento das rodas, além de desconforto ao dirigir, causa perda de tração, de estabilidade, desgastes acentuados em componentes mecânicos e no próprio pneu. Deve-se balancear as rodas sempre que surgirem vibrações, na troca ou conserto do pneu ou a cada 10 mil quilômetros rodados.

A pressão dos pneus também é fundamental para a conservação desses produtos, assim como é indispensável a verificação antes de pegar a estrada. O descuido com a calibragem traz sérias conseqüências para a durabilidade dos pneus.

A baixa pressão é um dos inimigos do pneu. Apresenta vários problemas, envolvendo inclusive riscos de segurança, como:

 

·        Aceleração do desgaste geral do pneu (trabalha mais quente)

·        Aumento do desgaste nos ombros (apoio maior sobre esta área)

·        Maior consumo de combustível (maior resistência de rolamento)

·        Perda de estabilidade em curvas (menor área de contato com o solo)

·        Direção pesada e perda da capacidade de manejo (maior resistência)

·        Eventuais rachaduras na carcaça, na área dos flancos (flexão e calor aumentados)

·        Eventual quebra circunferencial da carcaça, na área dos flancos (flexão e calor aumentados)

·        Eventual bolsa de separação entre lonas e sob a rodagem (gerada por calor e alastrada por flexão e atrito)

·        Eventual desagregação da rodagem (iniciada geralmente pelos ombros, onde o calor se acumula mais)

·        Desgaste prematuro dos terminais de direção (aumento de exigência)

 

Os problemas de excesso de pressão são menores, mas também exigem cuidados:

 

·        Desgaste mais acentuado no centro da rodagem (apoio maior sobre esta área)

·        Perda de estabilidade em curvas (menor área de contato com o solo)

·        Rachaduras na base dos sulcos (esticamento excessivo)

·        Maior propensão a estouros por impacto (menor absorção)

 

Por último, os proprietários devem sempre lembrar que um pneu novo é um produtos original, fabricado dentro dos mais rigorosos padrões de qualidade para garantir segurança, conforto, desempenho e durabilidade. E os pneus fabricados no Brasil passam por um processo de certificação compulsória pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), o que é uma garantia a mais de qualidade.