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Plantao de Economia - 08 de outubro de 2008 - n°2


Bolsas européias reagem a corte global de juros

 

Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 9,3%. Plano de ajuda anunciado pela Grã-Bretanha não acalmou mercados

Fonte: G1

Depois de atingirem quedas de mais de 5%, em mais um dia de tensão, as bolsas européias reagem positivamente à ação coordenada de corte de juros anunciada por diversos bancos centrais do mundo. 

Por volta das 8h (horário de Brasília), a bolsa de Londres subia 0,70%; em Frankfurt, o DAX recuava 1,42%. Em Paris e em Madri, as quedas eram de 0,47% e 0,09%. Mais cedo, na França, a queda excessiva interrompeu as negociações por 15 minutos, depois que um número significativo de ações foi colocado à venda ao mesmo tempo.

Os mercados europeus sofrem com os desdobramentos da crise, à medida em que os bancos da região registram perdas com operações feitas com os chamados "créditos podres" das dívidas imobiliárias norte-americanas.

Mais cedo, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou um plano de ajuda de 50 bilhões de libras esterlinas aos bancos do país, como forma de evitar o colapso dessas instituições financeiras. O mercado, no entanto, não respondeu e seguiu em forte queda.

É o segundo dia de forte turbulência nos mercados da região esta semana. Na segunda-feira, as ações européias tiveram queda percentual recorde em um único dia até então, afundando para o menor patamar de fechamento em quatro anos, à medida que os investidores liquidavam ações e Wall Street despencava.

O índice FTSEurofirst 300 desabou 7,75%, para 1.004 pontos, superando a queda de 6,3% de 11 de setembro de 2001, dia dos ataques que destruíram o World Trade Center em Nova York. 

Ásia

Na Ásia, o dia também foi de grandes perdas. O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 9,37%. Foi a maior queda diária desde 1987, quando baixou 14,9%. A pontuação desta quarta, inferior a 10.000, ficou no menor nível desde junho de 2003.

Em Seul, o índice Kospi teve queda de 5,81%. A Bolsa de Xangai fechou com perdas de 3,4%. Em Jacarta, o pregão foi encerrado quando a bolsa operava em baixa de 10,38%. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 5.5%.

 

BCs mundiais anunciam corte de juros

 

Ação conjunta pretende conter desaceleração econômica. EUA, Europa e Inglaterra reduziram taxas

Fonte: G1

Bancos centrais de vários países anunciaram nesta quarta-feira (8) cortes em suas taxas de juros, em uma tentativa de conter a desaceleração da economia mundial, afetada pela crise financeira.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) anunciou o corte dos juros de 2% para 1,5% ao ano. "O Comitê de Política Monetária tomou essa atitude frente às evidências que apontam para o enfraquecimento da atividade econômica e de uma redução nas pressões inflacionárias", esclareceu o Fed em comunicado.

Em Londres, uma reunião extraordinária do comitê de política monetária do Banco da Inglaterra decidiu pela redução da taxa de juros do país em 0,5 ponto percentual, para 4,5%. A última redução da taxa havia ocorrido em abril, de 0,25 ponto percentual.

Em comunicado, o Banco da Inglaterra aponto que "não se deve esperar que o corte de juros resolva os atuais problemas nos mercados financeiros e que um aumento significativo no capital do setor bancário é necessário".

Em ação coordenada com as outras instituições, o Banco Central Europeu (BCE) também decidiu nesta quarta reduzir a taxa básica de juros da região, de 4,25% para 3,75%. Cinco dias atrás, o BCE havia decidido pela manutenção da taxa, elevada ao patamar de 4,25% em julho deste ano. 

Canadá, Suíça, Suécia e China

No Canadá, o BC anunciou o corte na taxa em 0,50 ponto percentual, para 2,50%. "Essa ação vai prover apoio significativo para a economia canadense", afirmou a instituição, que reconheceu, em comunicado, fortes preocupações com a disseminação da crise norte-americana.

Também cortaram suas taxas, na ação coordenada, os BCs da Suécia, de 4,75% para 4,25%, e da Suíça, de 3% para 2,50%.

O BC japonês, que usualmente acompanha as decisões dos BCs mundiais, manteve sua taxa inalterada. Em comunicado, o Banco do Japão afirmou a taxa de juros do país já é "muito baixa" e que a situação financeira do país está "acomodada".

Na China, país que tem registrado as maiores taxas de crescimento da década, a taxa básica de juros também foi reduzida. O país reduziu sua taxa básica de juros em 0,27 ponto porcentual, de 7,20% ao ano, para 6,93% ao ano. Essa é a segunda vez que a China reduz sua taxa de juros para empréstimos e o compulsório desde setembro. O corte da taxa de depósito é o primeiro desde dezembro de 2007.

     

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